CÃO DANADO - Blog de cássio amaral


PINGOS ALEATÓRIOS

Tela de Chagal

 

O dia

Pinga sol

 

A noite

Pinga estrelas

 

Sentimento

Pinga alma

 

História

Pinga vida

 

Vida

Pinga espermatozóide.

 

Cássio Amaral.

__________________________________________

 

Sol

Pinga sangue

 

Dia

Pinga nuvem

 

Surpresa

Pinga inesperado

 

Vida

Pinga espermatozóide.

 

Cássio Amaral.

08/03/2005.

 



Escrito por Cássio Amaral às 21h37
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VERSOS ETÍLICOS & OUTROS MAIS

 

Tela de Chagal

 

"...Poeta, feto malsão, criado com os sucos

De um leite mau, carnívoro asqueroso,

Gerando no atavismo mostruoso

Da alma desordenada dos malucos..."

Augusto dos Anjos

 

666 era o nome da Besta

agora somos nós que a representamos

com tanta maldade em nossos corações

cheios de orações em vão

para o disfarce mais belo do diabo

que se faz feliz pelos atos do homem

que sangra a bondade

e faz a inocência chorar até o fim.

Cássio Marcos Amaral e Élcio Romeu Ribeiro.

2001.

Do livro Sem nome.

Este é um dos versos que escrevi com o Elcinho no antigo bar Pit Stop.

Nós tomávamos todas as cervejas e filosofávamos sobre a dor, a exploração,

a ganância, a nossa falta de amor, de sentimento, de valor,

não sei se são poemas, mas são sentimentos nossos expressos em vários

guardanapos. O livro não tem nome, nem os poemas têm nomes.

A capa do livro é uma garrafa de absinto francês, com um velho de barbas  que o nosso amigo Aldair trouxe

de Campinas pra festa do Nil, todo mundo chapou. Eu não chapei porque estava

namorando a Viviane e ela não deixou eu tomar, na verdade tomei um pouquinho,

um gosto estranho...

O livro são apenas 30 cópias e está sendo feito pelo meu padrinho Jayro Alves Ribeiro, podem ver o site dele que está linkado aí à esquerda.



Escrito por Cássio Amaral às 21h14
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O BLUES DO ZUMBI DA POESIA

 

Ruptura

a avenida
corta a mata do buraquinho


... e corta
o meu coração ecológico.


--------------------


As púrpuras do poente
(colagens para uma canção de setembro)


uma frase mecânica
atua em um coração
cheio de naftalina

um cortejo colorido
desafia a burguesia
com cheiro fúnebre da noite

dois lábios estraçalhados
se beijam na antuérpia
para não cantarem em joão pessoa

trinta e dois dentes estragados
sorriem para uma porta fechada
num inferno com falsos anjos

um poema sem rosto
tira a roupa da província
e deixa nus padres televisivos

um doente sem cura
põe o verbo na cama
e as púrpuras do poente em coma.

-------------------------

Tara


o desejo sexual
é o pecado real
do corpo humano

enquanto está possuído por ele
o homen se esquece que é gente
e age como um rude animal

isso é mal?
talvez não!

é melhor ter cinco minutos
de pecado e tentação
do que uma hora
de angústia e oração.

Linaldo Guedes

Do seu livro:
OS ZUMBIS TAMBÉM ESCUTAM BLUES
E OUTROS POEMAS.
O link dele está aí a esquerda, só clicar e ver a poesia dele
que é du caralho!!!



Escrito por Cássio Amaral às 11h33
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A FALA DE RIMBAUD II

O poeta se faz vidente por meio de um longo, imenso e refletido desregramento de todos os sentidos.
Todas as formas de amor, de sofrimento, de loucura; ele procura ele mesmo, ele esgota nele todos
os venenos, para só guardar as quintessências. Indivizível tortura na qual ele precisa de toda fé, de toda força humana, onde ele se torna
entre todos o grande doente, o grande criminoso, o grande maldito - e o supremo sábio! - Pois ele chega ao desconhecido!
Porque ele cultivou a sua alma já rica mais do que nenhum!
Ele chega ao desconhecido, e quando, enlouquecido ele acabaria por perder a inteligência de suas visões, ele as viu!
Que ele morra no seu salto pelas coisas incríveis e inomináveis: chegarão outros horríveis trabalhadores; eles
começarão pelos horizontes onde o outro se curvou!

RIMBAUD


Escrito por Cássio Amaral às 11h15
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PARA WALY SALOMÃO

Lambo as pedras paridas

Acanhadas e auritas

Que contornam o poema

Corpo Céu Coração

 

Frases, Crases

Metalinguagem

História, Revolução

É contingência

 

Passo desapercebido

Feito poeta morto

Canto o Cântico

Na onda vulcão do Devaneio

 

Navego como os Persas...

Buscando mercadorias

Dentro da Mitologia

A célere Divindade do Eu

 

Desembarco no Brasil

Há dor de cabeça

O remédio, sem remédio

Nem Doril

 

Levanta-te ó Pátria Amada

Pois já singrei

Sangrei

E você também.

01/02/2004



Escrito por Cássio Amaral às 10h02
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ORIGAMI

    ORRA

ME GANHE

 



Escrito por Cássio Amaral às 09h55
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SEGUNDA FEIRA DE RESSACA



ontem virei menino


a chuva me purificou


depois da comemoração


acordei Ex - Tranho procurando um verso


Gritou em minha cabeça a loucura


E me salvei do manicômio


O cinza, a boca amarga, o porre


Que tudo desdobre Quixote!


Sem eira nem beira


A ressaca


Me veio marota


Como trapaça.




Escrito por Cássio Amaral às 15h51
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