VERSOS ETÍLICOS & OUTROS MAIS

Tela de Chagal
"...Poeta, feto malsão, criado com os sucos
De um leite mau, carnívoro asqueroso,
Gerando no atavismo mostruoso
Da alma desordenada dos malucos..."
Augusto dos Anjos
666 era o nome da Besta
agora somos nós que a representamos
com tanta maldade em nossos corações
cheios de orações em vão
para o disfarce mais belo do diabo
que se faz feliz pelos atos do homem
que sangra a bondade
e faz a inocência chorar até o fim.
Cássio Marcos Amaral e Élcio Romeu Ribeiro.
2001.
Do livro Sem nome.
Este é um dos versos que escrevi com o Elcinho no antigo bar Pit Stop.
Nós tomávamos todas as cervejas e filosofávamos sobre a dor, a exploração,
a ganância, a nossa falta de amor, de sentimento, de valor,
não sei se são poemas, mas são sentimentos nossos expressos em vários
guardanapos. O livro não tem nome, nem os poemas têm nomes.
A capa do livro é uma garrafa de absinto francês, com um velho de barbas que o nosso amigo Aldair trouxe
de Campinas pra festa do Nil, todo mundo chapou. Eu não chapei porque estava
namorando a Viviane e ela não deixou eu tomar, na verdade tomei um pouquinho,
um gosto estranho...
O livro são apenas 30 cópias e está sendo feito pelo meu padrinho Jayro Alves Ribeiro, podem ver o site dele que está linkado aí à esquerda.
Escrito por Cássio Amaral às 21h14
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|