CÃÓTICA

Tela de Chagall
Ando pelas ruas, bebo nos bares fuleiros ou no restaurante Adega.
As nuvens da noite mutilam-se metarmofoseando, anjos, dragões, demônios, bruxas, divas, cogumêlos e cachorros.
Vou em busca da luz, recebo e ministro Johrei, me refaço do porre do dia anterior. Perdôo meus inquisidores.
A noite é uma criança desamparada, mostrando-se de repente, as máscaras tiradas no teatro da vida. Há indigentes, Mendigos, putas, pat girls, playboys, consoantes de uma cena já vilipendiada.
Na aurora do segundo o crime ri dos inocentes e despreparados.
As luzes da cidade não iluminam a esperança do traficante preso.
A cadeia cheia de criminosos, dementes, ladrões e tarados punheteiros.
O movimento do sem terra cada vez mais sem terra e os sem teto cada vez mais sem tetos...
O frio e a chuva de São Paulo fez estragos.
Eu nos meus cobertores agradeço à Deus e durmo quentinho...
A vida é um dom, uma dádiva, um prêmio.
O destino é uma escolha, uma opção que parece um umbral.
Navego à deriva, minha náu é fruto da minha inocência.
Os políticos brincam de lobby, Severino Cavalcanti levanta a espada da impunidade, como se fosse um Napoleão e diz:
__O Brasil é o país do futuro!
E como na Itália, aqui tudo acaba em Pizza.
"Cada povo é independente e soberano, qualquer que seja o número de indivíduos que o compõe e a extensão do território que ocupa. Esta soberania é inalienável" Citação feita por Eric J. Hobsbawnn referindo aos direitos humanos no seu livro Nacões e Nacionalismo desde 1780
Cássio Amaral.
Escrito por CÃO às 10h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|