CÃO DANADO - Blog de cássio amaral


LUNÁTICO

Vejo a lua camuflada entre as nuvens,

Vejo o céu com as estrelas que me mostram o caminho

Sigo como coiote que passa pelo campo

Enxugo o meu pranto e observo o universo

 

Sou lunático,

Com a cara de apático

Sou lunático

E isto é fantástico

 

Ela é pura anestesia

E muda minha energia

Sou lunático e acho isto fantástico

Mudo de rumo para ir mais fundo

 

Sou parte da noite, metade do Universo

Sou fogo, terra, água

Sou ar para voar para longe de tanta falsidade

Que toma conta da realidade.

 

Sou lunático e isto é fantástico.

 

Cássio Amaral.

Do meu primeiro livro: Lua Insana Sol Demente de 2001.



Escrito por CÃO às 06h58
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                           Fardo e libertação

 

Às vezes, este impulso parece querer romper

com as vivas e inquietantes transformações.
Os caminhos lúcidos,
as estradas pequenas,
os tolos sentimentos

que monologam de modo primitivo.
A contínua e incomum ruína,
os olhares que estabelecem grandes mudanças,
os vivos ensaios que não fiz.
As asperezas nada ortodoxas,
as circunstâncias nada passionais,
os olhares que reagem ao menor sinal de fúria

- ela, confesso, tão crítica, intensa, relativamente fugaz!
Quiçá devesse consumir

a insensível e notória maneira de dizer
que o amor - este resíduo completo - é forma,

fantasia, limite entre o são e o insano.
Já não posso
construir as mesmas asperezas.

Já não posso

conter a delicada e tola inocência

- ela que vem e desenvolve o frágil projeto de felicidade!
Diga-me se os olhos teus são firmes,

diga-me se as estéreis conquistas

puderam cauterizar a triste e informe mudança de humor.
Os pequenos diálogos que nada professam,

as caminhadas mais inseguras,

os tolos arquétipos que devoram e cauterizam,

e insinuam um vivo e estreito minuto de febre.
Não vejo melhores acordos.

Não vejo melhores sensações (a miopia cega!).

O corpo cada vez mais delicado,

as estruturas que caem e não conversam entre si,

as serenas e pequenas mudanças

- tão raras que não me recordo da última vez que pude senti-la!
A impressão dos olhares restritos,
as intoleráveis justificativas,
nossos pontos em comum

 - predadores e ao mesmo tempo secretos!
Deixe-me enxergar o que de nobre existe.

Deixe-me sair deste casulo e procurar um novo minuto para mim.
O poeta/menino, insisto, necessita de algo novo

- tão forte, insustentável... possível!
A inocente e ingrata pesquisa,

As amargas maneiras de dizer que é preciso golpear a tez

e acordar deste informe pesadelo, estes abismos...
Não vejo melhores sentenças.

Não vejo sinais, estreitas notícias, e sintéticos passos.

Enxergo, de fato, os olhares que inocentemente perdi!

 

©Adriano Guia Ferraro

BLOG: adriano.g.ferraro.zip.net, ou acesse no link esquerdo do meu blog


 










Escrito por CÃO às 19h00
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CANÇÃO PARA O AMIGO QUE PARTE

 Para o amigo Willian Calado

Pintura de William Blake

 

Brother

a vida é assim...

é hora de chegar

ou de partir

tiro no escuro

momento exato

nascer

ou morrer

tudo no segundo cravado

mas lembre-se

que apesar de tanta maldade

ainda faremos a revolução

basta olhar a lua

beber as nuvens

cheirar as estrelas

entrar no sol

e irradiar fraternidade

é só esquecer de tanta maldade

e ver teu coração puro

o sangue jorrando na sinceridade

Brother

é assim...

a lágrima alivia o corte da dor

e a amizade purifica a vida

seja feliz

e até breve.

Cássio Amaral.

P.S. Para no nosso amigo Willian Calado .( Um guerrilheiro dos Nadas) que vai mudar de cidade



Escrito por CÃO às 13h51
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GUERRILHA NOTURNA

Eu ( o cão de camiseta branca, copo na mão e a pena) e o brother revolucionário Daniel Paulista no Bar Uma vez por mês em Sacramento-MG, onde rola um rock and roll da melhor qualidade, tocado pelo sócio e nosso outro brother Jeaner Cenorão. Bar legal com muita mulher bonita, gente inteligente e a cidade é linda.



Escrito por CÃO às 17h02
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Tela de Luis Royo

 

Um papel vês tido de branco.
Mais virgem
Que o paraíso,
Mais profundo
Que aquela puta.

Um papel em branco
É mais virgem que uma fada,
Mais foda
Com aquela puta.

Ricardo Wagner.
Do seu terceiro livro de poesias COM FISSÕES DE UM PROTUSUÁRIO DE BOTECO.
Pedidos: ricardowagner.borges@bol.com.br
Blogue: ricardowagner.zip.net.



Escrito por CÃO às 15h43
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