CÃO DANADO - Blog de cássio amaral


BIBELÔS DA MEDUSA

Distúrbio coletivo, todos vivendo na velocidade da luz.

O céu sangra e ninguém vê. Será que todo mundo esta tipo: "Tô nem aí...", putz música ruim tá na crista da onda.

Presentes são comprados na lojinha de 1,99. O cifrão está em extinção.

Uma bala perdida cai no braço ou no coração de alguém que esperava viver muito.

Um hóspede de um hotel cinco estrelas consegue finalmente acessar a net e contratar uma garota  de programa, depois de cinco dias na mão.

O galope da experiência de vida atrai inocentes que pisaram em outras pessoas. Sem pensar duas vezes. Apenas pelo prazer de Vencer.

A incerteza na certeza, faz tudo ficar certo. Ou diria que a certeza da incerteza é vulcão de cérebro sábio, que sabe que vai morrer sem saber nada.

Comprimo as veias da maldade, é necessário amputar a perna.

A trombose voltou e a moda hoje é ser 71, cheio de Kaô.

"Mundo, vasto mundo, meu nome não é Raimundo", meu nome é: Cão.

Cássio Amaral.

16 de Fev de 2005.



Escrito por CÃO às 12h44
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ZEN EM TEMPLO DE GUERRA

 

 

 Um bêbado desiquilibrado bate a cabeça na porta do supermercado e caí.

A ambulância socorre meninos metralhados por neonazistas com cabelos raspados, calçados de coturno e parecidos com punks.

Sangue no jornal, tufão na Ásia, o calor matando milhares de pessoas em todo mundo.

Apocalipse geral, tudo normal, tudo parece bem afinal.

Um poeta tropeça nas nuvens, tentando achar o verso inesperado na agressão mais lírica no átimo de sua composição.

A partitura famigerada do bizarro, usada no canto diário dos indigentes, das prostitutas, dos famintos, dos cancerosos, dos aidéticos, dos marginalizados. Cães silenciosos mordem o próprio rabo. O lixo é luxo, o luxo é lixo. A tv nos emburrece a cada dois segundos.

O mundo e seus revivais, a História para nos mostrar uma caminho, fazer uma crítica, nos apontar o porquê de tanta mazela hoje.

A economia venceu o Estado. E a nossa escravidão é tão bela que sem ela somos meros sadomasoquistas fazendo apologia à uma peça do Sr. Marquês de Sade.

Sexo à vontade, bebidas, chapação, drogas, paranóias mil no embalo de "Hoje é festa lá no meu ap".

O mundo evoluído, muita informação, carne com hormônio, comida intoxicada, pagode de bregas, sertanejo de cornos, música de péssima qualidade na mídia, comunicação manipulada.

As notícias atravessadas e rasgadas por quem tem o poder e domina o   mundo.

Tudo caos, tudo maus, silêncio absoluto diante dos considerados bandidos.

Aplauso e muita pompa para os legisladores colarinhos brancos.

Eu de frente para o Grande Hotel de Araxá/MG, vendo o lago num momento zen, acalmo a trombose diária.

O verde para limpar e tirar a iniquidade de todo o sofrimento e rearmamento da guerra que rola dentro do sujeito dito humano.

Cássio Amaral.

15 Fev de 2005.

 



Escrito por CÃO às 16h27
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ALEGRIA

(N)a chuva... chorando...
Lágrimas abandonadas...
Percorreram artérias, estradas
Escalando o edifício,
Chegam ao orifício,
Inundando "Mediterrâneos...
Etnas"... explodindo...
Ondas ejaculadas!
(N)o corpo expirando / inspirado...
...lindo cabelo... alegres olhos...
Mãos entre pêlos (fio a fio!) macios...
Lingerie
Língua, boca e beijos (bárbaros!)...
Segredos, appétit...
Nas curvas do rosto...
E no restante da Majestade nua!
Lambendo os lábios...
Sussurando... beijando...
Orelhas (sob lasciva lua!)...
Honestos ombros...
"Pervertidos" impulsos...
Nas pernas perfeitas e... pés mordidos...
Sob o sol sexo!
Os seios?- Sedentos oásis!- Montes mágicos!!!
Nesse (des)oriental mundo-
"Rio" nas (en)costas preciosas...
O coração e a alma efervecentes!
E, no ocidente, por sorte, ao sul da "enseada" alcancei...
Planície-mata-cânion-cascata e uma caverninha intacta!
Ê-x-t-a-s-e!!!
Em tal formosura...
Saudável selvagem me sinto...
Descompassado dos pés à cabeça e cintura!...
Nesse vai-vem...
Prazer paixão prazer...
Paixão prazer amor...
Amor prazer paixão...
Prazer amor prazer paixão...
Amor prazer amor...
Paixão paixão paixão...
Prazer prazer prazer...
Amor amor amor amor amor Aaaaah...!!!
...chuva...!!!...
Alegres lágrimas!!!
"Mediterrâneos"!!!...
"Etnas"!!!...
Ondas!!!...
Escandalizando o edifício, a capela...
Corpos...
Expirados...
Molhadinnhos.

Roque Ribeiro, nome literrário de Cesinha Ribeiro, amigo e guerrilheiro
.



Escrito por CÃO às 16h10
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