SONETO DO SOM MUDO
Pinga um vinho tinto
Na lua acanhada e nua
Noite uivando o gosto suave
Nas intrigas nuvens Baudelaireanas
A música dança emoção
Ritmo, som e sonho
Dão tom de amplidão
Átomo de erupção constante
Míngua o Manto
No clamor de um Santo
Língua saltitando bálsamo
Tocam os violinos os arcanjos
O lirismo é tanto
Que perfuma o lugar o seu banjo sândalo.
Cássio Amaral
01/07/2004 NO BAR GRAMOFONE.
Escrito por CÃO às 20h56
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