SOLIDÃO
Solidão, porque você insiste
em ser minha companheira?
Já não basta a dor de perder meu grande amor,
e sofrer a vida inteira?
Mesmo junto a multidão,
solitário está meu coração!
sinto-me sozinha perdida,
sem vontade de continuar a vida.
Esta para mim, é um fardo pesado!
Pois meu viver presente,
está preso no passado
Vendo um futuro descrente!
Os dias são intermináveis
As noites, frias e sombrias,
semanas e meses passam na mesma monotomia,
pois ele levou consigo toda minha alegria!
Às Vezes cuido a ouvir na rua,
alguém seu nome chamar,
corro, quero vê-lo, preciso lhe falar.
Derepente acordo. Estava a sonhar!
Desesperada deixo o pranto rolar!
Sozinha, na minha casa vazia,
onde o silêncio parece compor triste sinfonia,
sinto o ar seu perfume, e vejo aquele rosto amado,
mesmo se o lume, está apadado!
Ah solidão, seu eu pudesse te mandar embora
junto com a tristeza que comigo mora,
talvez eu tornasse a ser feliz! A sorrir em vez de chorar.
Mais amar, eu sei, que nunca mais vou amar!
Maria Alves Domingos (D. Nenêm).
Escrito por CÃO às 13h05
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