CÃO DANADO - Blog de cássio amaral


NOTICIÁRIO DO CÃO

AMIGOS,

ESTE É MEU SIMPLES BLOG CANINO ONDE A POESIA É A SINA, RIMA E VIDA.

SOU CÁSSIO AMARAL, E ESTOU NA BATALHA COM MEU SEGUNDO LIVRO DE POESIAS, ESTRELAS CADENTES, O LIVRO CUSTA R$10,00 E PODE SER PEDIDO PELO EMAIL: camal7@bol.com.br , ou camal7@hotmail.com. Trago vários poemas de vários amigos poetas daqui de Araxá. Espero que gostem.

Muita luz e saúde!!!!

"Poesia eu não te escrevo

Eu te vivo

E viva nós"

Cacaso

P.S. Poema que Cacaso dedicou pra CHICO ALVIN, poeta araxaense que fez parte do grupo frenezi de teatro junto com CACASO, ANA CRISTINA CESAR E CHACAL.

 



Escrito por CÃO às 15h42
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PESAR

Poema esperado

De palavras revolucionárias

Montado e ressuscitado

De idéias desabrochando.

 

        Indo todo dia para o além

        O home não percebe

        E só ingere o que sonha

        E não dá valor à natureza.

 

Ele cria, inventa e mente

Mas quando perde sente

E descobre que o que perdeu

foi o maior valor que teve na vida.

Cássio Amaral.

In: Estrelas Cadentes, Edição do Autor.Outubro de 2003.



Escrito por CÃO às 18h06
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LUNÁTICO

Vejo a lua camuflada entre as nuvens,

Vejo o céu com as etrelas que me mostram o caminho

Sigo como coiote que passa pelo campo

Enxugo o meu pranto e observo o Universo.

 

Sou lunático,

Com cara de apático

Sou Lunático

E isto é fantástico

 

Ela é pura anestesia

E muda minha energia

Sou lunático e acho isto fantástico

Mudo de rumo para ir mais fundo

 

Sou parte da noite, metade do Universo

Sou fogo, terra, água

Sou ar pra voar para longe de tanta falsidade

Que toma conta da realidade.

 

Sou lunático e isto é fantástico.

Cássio Amaral.

In: LUA INSANA SOL DEMENTE, edição do Autor Nov de 2001.



Escrito por CÃO às 18h03
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SONETEANDO

Corrói impetuosamente como ácido

O virginal repouso e, com bravura

A Inspiração invade a central nervura,

A mente adormecida, em sono plácido.

 

Queria, agora, deitar-me Soneto,

Mas a Inspiração não se recolhe,

É vertiginosa mesmo que não olhe,

A vista fatigada, rendida ao preto.

 

De nada adianta se a mente trama,

Está estupefata, mas não inerte,

Inerte é o corpo suplicando pela cama.

 

A astuta Inspiração o jogo inverte!

Enquanto o cansaço reclama e reclama,

O Soneto com os neurônios se diverte.

 

Ricardo Wagner Borges

In: Rumores da Existência. Edição do Autor.



Escrito por CÃO às 17h59
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NÃO TEM PRA NINGUÉM

Quem ganha nessa história de super heróis

Onde o bonzinho vira mestre nas artes marciais

O amor virou troca em busca de dimensões

A violência predomina e corpos tornam-se banais

Todo mundo perde hehehe e ainda ri.

 

Não tem pra ninguém

Shangri-lá é utopia

Não tem pra ninguém

Nada mais de poesia

Não tem pra ninguém

 

O sol irradia na pele de quem quiser

Fazendo o simples ele mostra o caminho

Ninguém quer ver o brilho do sol

E os que vêem absorvem, não refletem

Viramos fantoches da nossa criação

E o mundo continua sem som.

 

Não tem pra ninguém

Shagri-lá é utopia

Não tem pra ninguém

Nada mais de poesia

Não tem pra ninguém

 

A busca do caminho e auto realização

Tudo perde o sentido se não tem coração

O bem e o mal são um só quando corre de um o outro te pega

Hehehehe temos medo de nós mesmos,

Hehehehe pisamos no solo sem sentir a terra

 

Não tem pra ninguém

Shangri-lá é utopia

Não tem pra ninguém

Nada mais de poesia

Não tem pra ninguém

Cris Destri



Escrito por CÃO às 17h53
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POETAPOESIA

Lavrador de palavras

Arquiteta idéias

Panificando poemas

Alimenta almas?!

Sob estrelas, óvnis...

Nos Montes Mistério

Fontes pensamentos prospecta-

Sonhos... coisas vibrantes!!!

Línguas, linguagens...

Mirabolantes miragens manipula!

E... nada...

Nos mares filosofais!

Procura pescar poemas!

E mais sons, cores e outras coisas vibrantes!!!

Sob sol nascente, a pino ou poente...

Em claro-escuro encara eclipses,

Assaltantes / Assombrações,

Drummondianas pedras...

No rede-moinho caos

Um dia a Poesia abandonou o poeta

Decidiu, sozinha, gerar um poema!

Logo, vocábulos velhacos, viciados verbos, versos...

Risonhas rimas, medíocres metáforas...

E outros loucos,

Surgindo em orgias,

Bebiam, fumam, transando...

Quimeras... sensações...

Solidão...

Alucinações...

Depressão.

Tempos turbu-lentos!

Em destinos desgovernados... part iam!

Cada qual noutro lado-

Náufragos,

Entre tubarões e tempestades,

No tempo (muito tempo) ilhados

Poeta & Poesia se vêem novamente

Giramundos apaixonados!

Feitos um pro outro!

Até o próximo divórcio.

Roque Ribeiro.

 



Escrito por CÃO às 17h47
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Gotas das goteiras que caem do ceu

me lembram as ondas do mar,

e me lembro de você,

 

Inpirado eu estou de saudades,

 

Saudades de estar junto de ti,

Deusa, musa da ilusão,

 

Escutar esta voz que soa como

Sinos de natal, esta pele, que se comparada

a uma rosa diferença não há,

 

Lembranças, somente lembranças restam

dos momentos, momentos e momentos,

 

E as lembranças às vezes é a única razão

De minha existência neste mundo com tanta

Desigualdade, tanto sofrimento por um simples

Pedaço de pão.

Leo Primo.

 



Escrito por CÃO às 17h39
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SUPLICA

Eu espero ansiosa o dia da alegria

o dia em que o mundo será apenas o cenário

onde sonhos e magia farão de minha vinda não apenas uma visita

Neste dia o grande cosmos, entrego toda minha agonia

confesso meus pecados neste mundo solitário

com total certeza de que serei absolvida.

 

Sei que é pedir demais, sou abusada

e como da vida sempre quero mais;

Lhe imploro, ouça-me e ouça os demais.

 



Escrito por CÃO às 17h36
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COVARDIA

Não adianta chorar, baby

Se você nada faz

Não rompe com o que a escraviza

Nem se rebela, não foge do cárcere

Pensa que a dor suaviza

Com seu choro de criança assustada

De mulher fracassada

Que perdeu seu amor

Sofreu, chorou

Mas nada fez

Não lutou

Agora fica aí, tão largada

Sozinha, abandonada,

Á espera de qualquer um

Não entende que o amor

É um tiro no escuro

É um crime imperfeito

Um sangrar, um morrer

Para depois renascer.

Adriano Ferreira do Amaral.



Escrito por CÃO às 17h28
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POEMA

Versos meus inscritos,

que de tão simples não se resume o alento.

Oh coração que penas em vão,

pela desventura de uma paixão.

Que celebras, senão o precioso momento de criação

se prosperando a cada dia,

até o juízo final.

Alexandre A. Mendes.



Escrito por CÃO às 17h25
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SHOW

SHOW

 

Suor

Hora do RUSH

Orgasmos múltiplos

Cuidado

Não jogue o dado

Tempo bastardo

Multidão à procura da imensidão

Simples gratidão

Coração

Cão.

Marco Antônio Cardoso Maneira (MARCÃO)

DEPOIS DO SHOW DO RUSH!!!

Professor de História



Escrito por CÃO às 18h46
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CODINOME

CODINOME

 

CABEÇA

CANABIS

CORPO

CULPA

CRISTÃ

 

CAVALOS

CARREGAM

CADÁVERES

CONDUZEM

CALADOS

 

CAOS

CAPITALISMO

CANIBAL

CODINOME

CARNAVAL

Giovani Metal

Professor de Geografia, compositor, roqueiro e poeta.



Escrito por CÃO às 18h43
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Espermatozóide

Óvulo

Feto

Criança

Juventude

Carência

Drogas

Vida

Adolescente

Carente

Corrupto

Adulto

Assassino

Traficante

Endiabrado

Velho

Sincero

E apenas

Morte

Elcinho



Escrito por CÃO às 18h41
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TARDE VOLÁTIL

TARDE VOLÁTIL

Nesta tarde volátil

Me permito a magia que emana do crepúsculo

Me concedo a vastidão do Firmamento

E a união dos seres na corrente do universo

Nesta tarde volátil esqueço as artérias urbanas e suas tromboses

Esqueço os sarcófagos e os sonos dos séculos

Esqueço a poeira asmática e seus efeitos colaterais

Inclino-me ao sim e flutuo

Nesta tarde volátil brilha uma fagulha de Rimbaud.

Waltinho Natal

 



Escrito por CÃO às 18h39
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NÃO ESPERE...

NÃO ESPERE...

Não espere um sorriso

Para ser gentil

Não espere ser amado

Para poder amar

 

Não espere ficar sozinho

Para reconhecer o valor de um amigo

Não espere o melhor emprego

Para começar a trabalhar

 

Não espere ter muito

Para poder compartilhar

Não espere um queda

Para se lembrar de um conselho

 

Não espere a dor

Para acreditar na força da oração

Não espere ter tempo

Para poder servir ao outro

 

Não espere a separação

Para acreditar na reconciliação

Não espere muito para agir

Porque nunca se sabe quanto tempo temos.

Cláudia Gonçalves

Formada em letras pela Uniaraxá(Centro Universitário do Planalto de Araxá)



Escrito por CÃO às 18h35
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INVASÃO CULTURAL

INVASÃO CULTURAL

        À Prof. Celeste

 

Baby,

Já não tenho quem me

                          ame,

depois que você

se mudou pra miami.

 

A Rita Lee,

aqui ainda é pop,

continua sendo

a Rainha do Rock.

 

No dial,

o som que mais rola

é o internacional,

aqui o D.J. é a lei.

 

O americano,

continua nos mandando

o seu Know-how,

estou muito down.

 

O reebok

é o tênis mais legal,

jeans e camiseta

o uniforme nacional.

 

O cheesburger

é o nosso alimento,

coca-cola a bebida,

rock o entretenimento.

 

O governo,

estabilizou o Real,

mas o Dólar, ainda é

a moeda principal.

 

Baby,

sem você tá ruim pra chuchu,

I'm going to Miami

because, I love you.

Jayro Alves Ribeiro

1996

In: Caderno de Exercícios

Memórias de um estudantes  Edição do Autor.

 



Escrito por CÃO às 18h24
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